Bina

Existem fatos que a gente acaba guardando na memória mas não conta a ninguém; não por vergonha, também não por ser irrelevante, mas por ser algo inclassificável entre o inútil e o interessante… E qual é o melhor lugar pra falar sobre isso? No blog, claro! hehehehe. Agora chega de introdução e vamos aos fatos.

Isto aconteceu há muito tempo atrás (uns 9 anos) numa terra distante (nem tão distante: Santa Maria). E explica o motivo de eu ter tido bina (identificador de chamadas) no telefone de casa (chega de parênteses!!) por um bom tempo. Um dia minha mãe atendeu uma ligação e me passou o telefone dizendo que era pra mim. Era uma guria que dizia que estava a fim de mim. Ou que uma amiga dela estava, sei lá. Achei aquilo difícil de acreditar, e conversei secamente.

O incrível é que ela sabia todo o meu nome, onde morava, o nome do meu pai, da minha mãe e as profissões deles. Não consegui e até hoje não consigo imaginar quem pudesse ter todas essas informações. Não que fosse algo difícil de obter, mas era bastante improvável. Na hora pensei que fosse alguma brincadeira. Imediatamente me imaginei marcando algum lugar para nos encontrarmos e lá estar a turma inteira do colégio rindo da minha cara e dizendo: “Ele acreditou, hahahaha!”. Seria paranóia minha? Não sei…

Terminei a ligação dizendo algo como: “Não acredito. Se é verdade, vem aqui em casa agora, já que tu sabe onde moro”. Depois disso, instalamos a bina em casa. A bina é legal, mas acabou não servindo para o propósito original, porque nunca mais ligaram, e ninguém apareceu em casa.

No fim das contas, até hoje não sei se eu magoei alguém ou se me livrei de uma boa enrascada… Queria saber o que era de verdade. Queria mesmo.

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