Shows do ano…

Bah este ano teve vários shows de coisas que eu gosto em Porto Alegre… Tudo começou com a notícia de que o Nightwish viria em novembro. E depois fiquei sabendo que vinha a Tarja Turunen antes! Fui no show dela, mesmo sem conhecer direito as músicas ainda. Estava legal, mas o problema é que eu estava mais interessado no show do Nightwish que estava por vir. Estava por vir, mas não veio, cancelaram!! Putz. E depois do show, comprei o CD da Tarja, e conhecendo melhor as músicas, acabei gostando um pouco mais do dela do que do do Nightwish.

Depois, vieram os anúncios de REM (06/11/2008), Cyndi Lauper (19/11/2008) e Duran Duran (25/11/2008), tudo em novembro! Bah, eu não ia perder a chance. Fui no REM. Muuuuuuita gente. Abertura com o Nenhum de Nós (ponto positivo). Estava legal, mas o problema é que eu estava mais interessado no show do Duran Duran, que estava por vir. Estava por vir, mas não veio, cancelaram!! Putz. Já vi essa história antes…

Sobrou o show da Cyndi Lauper, esta semana que passou, pra curtir sem pensar em nenhuma outra coisa, pois eu já sabia do cancelamento do Duran Duran mesmo… Fiquei na galeria esquerda (Teatro do Bourbon Country) e assisti o show de cima (bom lugar, até!). E não é que estava triiiiiiiiiiii-bom? Várias músicas que eu conhecia, e até as que eu tinha conhecido na véspera, pelo YouTube, me agradaram! Eu achei que fosse me emocionar com All Thru The Night, mas a I Drove All Night, me emocionou mais ainda… Bah… Surpreendente… Adorei essa música ao vivo. Preciso comprar um CD da Cyndi Lauper ou do Roy Orbison com essa música. Ah, vale lembrar o encerramento com True Colors, que também estava emocionante. No meio do show uma mulher me pediu pra tirar uma foto com o celular dela… Nunca tinha visto um celular tão difícil de mexer, hehehe. Quando eu já estava quase desistindo, consegui tirar uma foto, que deve ter ficado horrível, pois não estávamos tão perto assim do palco, e depois disso já lotou a memória do celular, hehehe.

Shows mais legais até agora (o melhor no topo da lista):

  1. Cyndi Lauper, 19/11/2008, Teatro do Bourbon Country
  2. Pet Shop Boys, 21/03/2007, Gigantinho (pois é, os Pet Shop Boys caíram pro segundo lugar, mas por pouco)
  3. God Save The Queen, 14/06/2008, Teatro do Bourbon Country

Aconteceram outros bons (como o da Dolores O’Riordan, ex-Cranberries), mas a listinha ali é pros megabons :-)

Linux é difícil

Eu postei uma vez um texto no blog dando um exemplo de como o Linux pode ser fácil de usar. Agora vou dar o exemplo contrário, e expressar a minha indignação.

Trata-se de um fato acontecido no mesmo computador descrito no outro post. A distribuição que veio já foi trocada por um Mandriva há bastante tempo. É uma das distribuições famosas e com fama de fácil de usar. Certo dia eu estava lá em Santa Maria e me pediram pra instalar a impressora (multifuncional) nova. No Windows do notebook (esse notebook era meu, mas eu dei ele pra minha mãe), foi fácil, embora um pouco demorado. É só colocar o CD, seguir as instruções e conectar o cabo quando indicado.

Já no Linux… A primeira coisa que eu pensei foi: “Certo, dizem que a HP tem um bom suporte a suas impressoras no Linux. Não estou com muita paciência, mas acho que não vai ser difícil”. Primeiro tentei usar as ferrramentas da distribuição Mandriva. Tudo muito bonito e organizado, mas… não tinha o modelo de impressora na lista! Pronto, começou… Fui procurar na internet. Li relatos de que esse modelo tinha funcionado automagicamente no Ubuntu. Aí eu já comecei a ficar meio irritado pelos esforços desperdiçados na comunidade Linux. Algo que funciona tranqüilamente numa distribuição, causa um monte de irritações ao usuário da outra até o dia que os mantenedores dela resolverem/conseguirem adicionar o recurso correspondente. Recurso esse que já existe em outra distribuição. Mas não basta existir na outra, pois sempre tem uns detalhezinhos que devem ser ajustados, portados ou redesenvolvidos…

Então tá. Segunda opção: o saite da HP. Procurei um pouquinho e achei o lugar dos drivers, num saite separado do principal. Havia várias distribuições suportadas, inclusive o Mandriva que estávamos usando. Baixei e segui as instruções. No parágrafo anterior eu tinha tentado um instalador gráfico e bonito do painel de controle do Mandriva. Agora estava eu de frente com um instalador em modo texto, que pergunta no início da instalação se ele detectou corretamente a distribuição que estou usando. Argh.

Dava pra notar que o instalador tinha sido bem trabalhado pra funcionar em várias distribuições. De novo eu fiquei pensando no desperdício de esforços pra fazer isso. O instalador detectou a distribuição, tentou instalar pacotes, detectou que eu estava com o package manager aberto e pediu que eu o fechasse. Ótimo. Me instruiu a cadastrar os repositórios de pacotes. Ótimo. Só que bah, a essa altura eu já tinha dado vários comandos na linha de comando. Eu não conseguiria imaginar um usuário comum fazendo isso. O usuário talvez nem soubesse que deveria procurar os repositórios de pacotes 64 bits. No fim, o cadastro de repositórios foi demorado e completamente não-intuitivo. Se não fosse o instalador me indicar o saite com as informações, eu nunca teria paciência de descobrir como cadastrar os repositórios certos (eu estava em Santa Maria só no fim-de-semana, não queria perder muito tempo). E, pelo que me lembro, os repositórios que estavam cadastrados antes não eram os recomendados. Devia ser por isso que várias atualizações estavam falhando.

Mas mesmo seguindo todas as instruções, algumas dependências não puderam ser resolvidas. Aí que foi a parte estressante. Foi um baita trabalho pra instalar manualmente algumas coisas, desativar recursos que eu não consegui instalar e finalmente convencer o instalador que as dependências estavam realmente ali, já que o nome de certos pacotes não era igual ao esperado (acho que por causa do “64” no nome). Depois de agüentar várias mensagens de erro nada descritivas, como “O pacote não pôde ser instalado”, imprimi a página de testes, e quase fugi correndo pra que não me pedissem pra testar o escâner, hehe.

Isso tudo que eu estava usando uma distribuição suportada pelo instalador da HP! Imaginem se fosse uma daquelas desconhecidas que costumam vir pré-instaladas nos computadores! A conclusão a que eu cheguei é que tudo é muito bonito e fácil usando os recursos e repositórios de pacotes da distribuição. Precisou instalar algo que não esteja no repositório oficial, caímos no modo texto e na instalação a partir dos códigos-fontes, pois desse jeito é mais fácil desenvolver algo que seja compatível com múltiplas distribuições. E mesmo assim, nesse desenvolvimento deve ter sido gasto um bom tempo pra lidar com as particularidades de cada distribuição. Foi aí que entendi perfeitamente por que o saite dizia que a instalação no Linux não tinha suporte por telefone. Imaginem a dificuldade do atentende tentando guiar um usuário comum pela instalação em sabe-se-lá-qual-distribuição…

Essa história de cada distribuição inventar seu instalador, seu gerenciador de pacotes e de drivers é muito desperdício de esforço. Esse é exatamente o mesmo tipo de problema que eu enfrentava há uns 6 anos atrás, quando usava Linux com mais freqüência. Enquanto certos programas de código livre são maduros e estáveis, sempre nos deparamos com aquele programinha mal feito, incompatível com o resto do mundo e totalmente desconhecido fora do círculo de usuários da distribuição, criado de qualquer jeito como um tapa-buraco pelos próprios desenvolvedores da tal distribuição. E a cada 6 meses, temos uma nova e maravilhosa versão, corrigindo os bugs da anterior e criando novos, andando em círculos. Quando a gente acha que se acostumou com as idiossincrasias de uma versão, muda tudo.

Já vi gente desistir do Linux porque o programa desejado só tinha pacotes pra Red Hat e Debian. Para as outras distribuições, as instruções eram: compile o código fonte! Inaceitável.

Hipnótica

Sem nenhuma pretensão, fiz uma música e estou disponibilizando ela na last.fm em duas versões. Aqui está o link:

Hipnótica

O estilo é semelhante à música instrumental Naja do RPM e às músicas do Andreas Viklund (Lagoona, The Solid Energy Crew).

Edição: Também lembra a música “Electricity” do OMD (Orchestral Manoeuvres in the Dark).

Edição 2: A introdução lembra Adam’s Song do Blink 182. Em alguns momentos lembra Low do Coldplay (ou talvez só eu perceba a semelhança). E é claro que também tem influências de a-ha.

São todas músicas que eu gosto, então não é muita surpresa encontrar pedaços parecidos. Mas o estilão geral é OMD + Andreas Viklund + RPM mesmo.

Produção totalmente caseira, não me avacalhem :-)

Creative Commons License
Hipnótica by Marcus Aurelius Cordenunsi Farias is licensed under a Creative Commons Atribuo-Nekomerca-Distribui kun sama permesilo 3.0 Unported License.