a-ha, de novo! :-)

Em março do ano passado o a-ha estava aqui no Brasil. E agora, quase um ano depois, também em março, eles voltaram. E eu fui assistir, claro. Desta vez optei por ir só a um dos shows, para “evitar a fadiga”. O show estava ótimo também. Claro que a emoção não foi a mesma do que foi na primeira vez que vi a apresentação deles, mas foi muito bom mesmo assim. Que bom que não tiraram The Swing Of Things. Surpresa por tocarem uma versão acústica (voz e 2 violões) de You Are The One. Desta vez eu tirei algumas fotos e gravei um vídeo (o som não ficou bom), mas realmente não dá pra prestar atenção no show enquanto se tira fotos, por isso parei de tirar fotos e passei a prestar atenção só nas músicas a partir de um certo momento. Valeu a pena ter ido.

Por que aprendi esperanto

Lá por mil novecentos e noventa e pouco, fiquei sabendo do esperanto. Soube que era uma língua construída e fiquei curioso. Não me lembro dos detalhes, só sei que pensei: “Uma língua construída para funcionar como segunda língua para todos os povos? Legal, que idéia genial!! Mas como é que alguém consegue construir uma língua inteira?”.

Como deu pra ver, simpatizei com a idéia logo de cara. Por isso, quando alguém me diz: “Mas não é a língua de nenhum povo!”, eu simplesmente não entendo e fico pensando: “Sim, e daí, qual é o problema?” Na verdade é justamente por isso que ela é mais legal que as outras línguas! Ela é muito mais regular e põe todos os falantes em igualdade, sem dar privilégios aos falantes nativos sobre os estrangeiros. Essa é a diferença.

Quando comecei a usar a internet, uma das primeiras coisas que fiz foi procurar informações sobre idiomas, como esperanto. Aí eu pude responder a minha pergunta “Como alguém consegue construir uma língua inteira?”.

Zamenhof não criou a língua inteira; ele criou um vocabulário básico (umas 1.000 ou 2.000 palavras) importando palavras de outras línguas e criou afixos que permitem montar palavras novas como Lego. A possibilidade de montar palavras ocasiona às vezes que sabemos dizer algo em esperanto mas não sabemos como dizer na nossa língua mãe, tamanho é o poder de expressão. Ele criou uma gramática simples e exemplificou como se montavam as frases. E dali em diante ele disse: “A língua é de todos e eu fui só o iniciador. Cada um pode expandir a língua com novas palavras desde que mantendo o Fundamento.”. E o incrível é que funciona (as novas palavras, obviamente, vêm de outras línguas; elas não são inventadas do nada). A língua não poderia funcionar se dependesse do criador para inventar novas palavras. Atualmente existem grandes dicionários com muitas palavras sobre muitos assuntos, e só uma parte delas foi criada por Zamenhof.

Com o tempo de aprendizado, fui descobrindo novas coisas. Tem até bandas que cantam em esperanto [1] [2], com músicas de vários gêneros (claro que tudo em pequena escala, mas existe) e curso de (X)HTML [6]! É o tipo de coisa que passa despercebida por quem está fora.

Claro que tem coisas que eu não gosto muito no esperanto (várias, aliás), mas que não vêm ao caso agora. Se alguém quiser, faço outro post.

Links:

[1] http://www.vinilkosmo-mp3.com/

[2] http://www.musicexpress.com.br/stilo.asp?stilo=36

[3] Esperanto estas… (em português)

[4] Discover Esperanto (em inglês, mas diz a sabedoria popular que “todo o mundo sabe inglês” ;-) )

[5] FAQ (engraçado)

[6] (X)HTML

[7] Artigo no Ciberdúvidas sobre línguas construídas.