Sonic 2 Prototype

Muito tempo atrás (há uns 18 anos), numa terra distante (Santa Maria — RS, dá umas 4h de viagem a partir de Porto Alegre), fui na casa de um amigo de um amigo, que lá eles tinham a novidade: o jogo Sonic 2 de Mega Drive.

Eu já conhecia bem o Sonic 1 e já tinha ouvido falar um pouco do Sonic 2. Sabia que tinha uma raposa de dois rabos (o Tails) que acompanhava o Sonic e, se não houvesse um jogador para controlá-la, ela repetia os movimentos do Sonic. O Sonic pulava, e Tails pulava também, e assim por diante.

Quando fomos jogar, notei umas coisas curiosas. No início de cada fase, não aparecia o título dela (como Chemical Plant, etc.). Cada zona tinha somente 2 atos, e não havia chefe no final para derrotarmos. Depois da primeira fase (que eu não me lembro bem como era), vinha aquela que só tempos depois eu saberia que se chamava Chemical Plant. Me lembrava vagamente que antes de aparecer Chemical Plant, apareciam dois objetos vermelhos no meio da tela preta e que depois desciam um pouco e se posicionavam como parte do cenário quando o resto surgia. Achei tudo isso meio tosco. Também aconteceu uma vez de o Tails, controlado pelo computador obter um monitor de escudo para o Sonic. Isso não acontece no Sonic 2 oficial.

Tela de título do Sonic 2 Prototype/Beta

No final, joguei só essa vez. Se passamos da Chemical Plant, não lembro. Algum tempo depois (já era no mínimo 1994, porque eu já estava morando em outro condomínio), conheci o Sonic 2 oficial. Primeiro estranhei muito. O que era aquele menu na tela de título? O que eu conhecia não tinha menu! E agora as fases tinham nomes e chefes! (Sem tosquice desta vez.) Além do mais, o Sonic estava bem esquisito na tela de título. Preferia o simples sinal de positivo com o polegar, mas agora ele estava com uma cara meio “de mau” e fazendo um sinal que eu não sei o que é… deve estar pedindo carona. Bom, o Sonic 1 também fazia um sinal meio sem sentido, aquele “não” com o indicador que até hoje não sei por que o Sonic faz.

Tela de título do Sonic 2 final

Depois me acostumei e fiquei sabendo que aquele que era o Sonic 2 de verdade. E o que era então aquilo que eu tinha jogado? Sei lá… Lá pelos anos dois mil e pouco, pela internet, fiquei conhecendo umas ROMs de emulador do Sonic 2 Beta, e muitas teorias e discussões sobre fases incompletas, como a Hidden Palace, Dust Hill, Genocide City e Wood Zone. Fiquei até com vontade de postar nuns fóruns dizendo que eu tinha jogado uma versão preliminar do Sonic 2 semelhante àquela. Mas também, que graça ia ter atiçar a curiosidade dos outros se eu não tinha nenhuma informação útil para colaborar?

Acabei deixando de pesquisar sobre o assunto, mas um tempo depois, lá por dois mil e tantos, voltei a me interessar pelo assunto e descobri que tinham aparecido pela internet outros protótipos do Sonic 2! Entre elas, uma chamada de Early Prototype e vários betas. Baixei todas e pelos detalhes que eu lembrava, achei uma que fechava (que agora eu estou achando que era o próprio beta disponibilizado originalmente, o do Simon Wai… acho que me perdi nesse monte de versões). As outras, ou tinham chefes, ou já tinham títulos antes de cada ato, ou outras diferenças. Foi bem legal finalmente encontrar e relembrar aquele protótipo que eu conheci tanto tempo atrás (não foi sonho, então!)! E finalmente os “sonicólogos” do mundo todo conheceram essa versão também.

Resolvi escrever este post porque acabei encontrando várias ROMs de protótipos do Sonic que eu nem tinha jogado, entre Prototypes e Betas. Nem me lembro de onde baixei cada uma. Imagino que tenha sido do hidden-palace.org ou do powersonic.com.br

Nintendo DSi

Sábado passado comprei um Nintendo DSi. Faz alguns meses eu tinha ouvido falar do jogo Scribblenauts e tinha ficado com muita vontade de jogar. É um jogo de quebra-cabeça onde, para solucionar as fases, o jogador tem um caderninho mágico que faz aparecer qualquer coisa que escrever nele. Tri, né?

Então, quando eu vi esse jogo numa vitrine, resolvi comprar um DSi só pra poder jogá-lo. Aproveitei e comprei também Mario Kart, afinal, Mario Kart é diversão garantida, não tem erro. Eu já tinha testado o Scribblenauts no emulador pra ver se eu gostava mesmo (claro que gostei), mas jogar naquele emulador é muito ruim (o som é péssimo, por exemplo, mas não testei noutro emulador).

Depois de comprar, é que percebi que o DSi é o meu primeiro videogame depois do Mega Drive! Faz tempo, hein? Até tive um Game Boy (daqueles de tela verde) depois do Mega Drive, mas vendo pela evolução dos videogames, ele é anterior ao Mega. O Game Boy eu não curti muito e acabei vendendo (o Mega eu ainda tenho) porque tinha que comprar pilhas novas toda hora… Isso que a duração das pilhas era a maior entre os portáteis da época. Como o DSi tem carregador, isso não é mais problema! Também me dei conta de mais uma coisa: o DSi é meu primeiro videogame comprado desde o Atari! Acontece que o Mega Drive eu ganhei numa promoção do Faustão e o Game Boy numa promoção de Sucrilhos. Acreditem se quiserem, mas é verdade : )

Voltando ao Scribblenauts, por incrível que pareça, o jogo foi traduzido para português. Na versão americana que eu tenho, as línguas disponíveis são inglês, francês, português e espanhol. Tenho jogado em português mesmo, tanto pra ter mais liberdade de palavras sem usar dicionário quanto pra “prestigiar” a tradução e testar se ela foi boa mesmo. Já encontrei alguns problemas (traduziram “Retry” como “Tente sair” — nada a ver!) e algumas falhas no vocabulário: não tem algumas palavras simples que existem na versão em inglês, como “luz” (em inglês tem “light”, que gera uma lâmpada), “lençol”, “criança” e “Maxwell” (que é o nome do personagem principal e serve pra gerar uma cópia dele). Em inglês dá pra escrever “everything” (gera um tipo de buraco negro), mas em português “tudo” não funciona: mais uma palavra que se perdeu na tradução… Depois vou jogar um pouco mais em inglês também pra treinar o idioma e testar as palavras absurdas que sugerem na internet : )

E uma curiosidade: alguém sabe para que serve o acento ¯ que está disponível no teclado virtual do jogo? Que palavra usa isso nas línguas disponíveis? Eu não sei…
Editando: Encontrei alguns nomes de pássaros e plantas em Māori que funcionam em inglês, ainda que a maioria funcione também sem o diacrítico ¯.

Jogos antigos

Bah, disseram que os jogos que eu jogo no computador são antigos! Pra mim, jogo antigo é de antes de 1989! Os do Mega Drive são “do meu tempo”. Depois de 2000 ou um pouco antes são todos jogos considerados novos :-) Bom, às vezes eu chamo os de Mega Drive de antigos também, embora não ache tanto.

Quero ver eu achar tempo pra jogar agora que não estou mais de férias. Tem uns jogos e umas demos aqui que eu nem encostei, e que eu esperava ter jogado nas férias. Gunbound, por exemplo.

Hitman

Inspirado pelos excelentes posts sobre videogames da Mariane (http://www.bitpop.info), resolvi postar sobre um dos jogos que fiquei jogando nas férias (nerd!). O jogo é Hitman: Contracts.

As fases dos jogos da série Hitman têm como objetivo matar uma pessoa da maneira mais silenciosa possível. Pois é, não é recomendado pra menores de 18 anos… É interessante porque difere da temática “atire em tudo que se mexe”. Sempre há várias maneiras de cumprir cada missão: envenenar a comida, estrangular, esfaquear, dar um tiro, plantar uma bomba, superaquecer uma sauna, sufocar com travesseiro, etc. E se ficar trancado sem saber o que fazer, sempre tem muitas FAQs disponíveis na internet.

O primeiro que eu joguei, uns anos atrás, foi Hitman 2: Silent Assassin. Muito bom jogo e com muitas fases (e fases interessantes!). Dá pra usar clorofórmio pra fazer uma pessoa dormir, para então se disfarçar com a roupa dela e poder entrar impunemente no lugar onde está a sua vítima. Nestas férias  joguei Hitman: Contracts (Hitman 3). Achei o jogo meio curto (ainda mais que eu li um guia para resolver a maioria das missões, daí sim passa rápido mesmo) mas também é muito bom. Além disso, ele usa uma seringa (com sei-lá-o-quê dentro) em vez de clorofórmio.

Um defeito de ambos é que numa fase os guardas são muito espertos e desconfiados (exemplo: se você está disfarçado de policial e corre perto de outros policiais eles começam a atirar em você), e noutra fase são muito burros e cegos (exemplo: não enxergam você cometer o crime a 5 metros de distância simplesmente porque estão olhando para outro lado). Várias vezes eu disse: “Mas essa missão é impossível!”, para então ler o guia que me dizia que eu podia estrangular  o alvo na frente de todo mundo, bastando pra isso dar uma pequena distraída nos guardas fazendo-os olhar pra outro lado (eles vão ficar parados olhando pro outro lado eternamente). E pra saber se os guardas são burros ou inteligentes, só testando.

Então, depois de terminar o Contracts eu fui jogar o primeiro da série Hitman: Codename 47 (Hitman 1) e bah, me decepcionei. Os gráficos são muito ruins (por ser o jogo mais antigo), os comandos são muito desajeitados (dá pra configurar, mas não dá pra deixar igual aos outros), o mapa demora muito pra carregar (alternar entre a visão do jogo e do mapa é entediante), o mapa quase não dá informações e as letras da tela são muito, muito ruins de ler. Ainda estou decidindo se jogar esse jogo até o fim vai ser divertido ou vai ser irritante. Pra piorar, algumas fases do Contracts são fases do Hitman 1 refeitas (muito bem refeitas), o que tira ainda mais a graça do Hitman 1. Sou fã da série a partir do 2, hehehe. Falta jogar o Hitman: Blood Money (Hitman 4), pois dessa versão só joguei uma demonstração. Infelizmente, não conheço os outros jogos do gênero, então não vou poder comparar o Hitman com seus concorrentes.

E antes de terminar, tem uma coisa que eu acho bem estranha nesse jogo. Primeiro uma contextualização, se é que é necessária: o jogo é pra maiores de 18, mostra vários tipos de morte como eu já disse anteriormente, mostra uma garota seqüestrada e esquartejada na segunda fase do Contracts, festinhas com mulheres com roupas esquisitas (por “esquisitas”, entenda aquelas coisas de látex e tal) na mesma fase, drogas e mais de um shows de strip-tease (nunca total) em outras fases. Entretanto, se você entrar no banheiro de uma casa ou de um quarto do hotel, verá que no jogo os personagens tomam banho que nem no Big Brother: de roupa de banho!!! Quer dizer, o jogador pode ver todo o tipo de crueldade, mas uma mulher ou um homem pelado não pode? Putz. O negócio é tão ilógico que dá vontade de mandar um e-mail para a produtora do jogo mandando colocar mais uns pixels cor de pele e acabar com essa incoerência. Como disse um participante de um fórum (acho que era do gamefaqs.com): “Se eu tivesse um filho que imitasse tudo o que vê nos videogames, eu ia preferir que ele imitasse uma pessoa tomando banho pelada do que um assassino estrangulando suas vítimas”. Bom, pra dizer a verdade, no Hitman 2 tem um (só 1) cara pelado numa banheira com várias mulheres de biquíni. Como ele é meio gordo, a barriga tapa tudo, hahahaha.