Caetano Veloso e a crase

Já twitei sobre isso, mas é tão curioso que lá vai de novo: Caetano Veloso dá bronca em sua equipe por ‘erro idiota’ de crase. Legal, haha.

Só faltou dizer “Você é burro, cara”.

É interessante que o erro de crase muda o sentido da frase:

“ao Bituca” = Correto, Bituca é o Milton Nascimento, usa artigo masculino.

“a Bituca” = Correto também, não é necessário usar artigo na frente de nomes próprios; serve tanto para o masculino quanto para o feminino.

“à Bituca” = Quem é essa mulher, Bituca? Para quem não conhece o apelido, indica claramente o feminino. Para quem conhece o apelido do Milton, o erro chama mais atenção do que uma espinha vermelha bem no meio do nariz.

Como eu já disse, se você sabe usar “ao”, você sabe usar “à” (*); se você sabe usar “a la” em espanhol, sabe usar “à” em português (*). Não é grego nem chinês :-)

(*) Na maioria dos casos…

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Gramática…

Depois de preposições, o correto é usar pronomes oblíquos como mim, ti:

Ex.: de ti, para mim, para ti, etc.

Até aí, tudo bem. Exceto…

Como as pessoas falam Como os livros mandam(*)
Para mim ver Para eu ver
Deixa eu ver Deixa-me ver

Sério isso?

Hmpf. Vou criar minha própria gramática…

Bender do Futurama "With blackjack and hookers"

Bom, eu resolvi deixar para lá e falo: para mim, para eu ver, deixa eu ver (também conhecido como “dexovê”)

(*) pelo menos uma gramática que eu tinha era bem enfática nisso. Não sei se ficaram mais flexíveis ultimamente.

Burrice além de exosférica

(porque estratosférica seria muito pouco)

Alguns tipos de burrice servem muito bem para o humor. Outros tipos são apenas falta de conhecimento, ninguém sabe tudo, afinal. Por isso não se deve sair criticando e chamando todo o mundo de burro porque dali a 2 minutos pode ser que essas mesmas pessoas te deem uma excelente lição de vida.

Mas tem um tipo de burrice que eu não suporto. A burrice que faz uso de frases de efeito e aparentemente bem construídas para transmitir uma ideia totalmente errada e ainda por cima nociva à sociedade.

Exemplos de burrice ultraexosférica e maligna:

Por que perdem tempo e dinheiro com pesquisas espaciais (ou outras) em vez de solucionar os problemas da educação/saúde/pobreza/etc.? [não diga isso perto de mim se não quiser perder toda a sua reputação]

— Diz o sujeito usando satélites, cabos submarinos, computadores, chips, GPS, Google Maps, previsão do tempo, radares de controle de vôo, sistemas de navegação inteligente, carros com controle de tração, tomografia computadorizada, ressonância magnética, medicina nuclear… Carlos Cardoso

Porque avanços científicos precisam de muita pesquisa.

Porque com pesquisa científica podem ser inventados meios de comunicação e transporte para melhorar a educação/saúde/bem-estar/etc.

Porque invenções não surgem de gênios que tiveram um sonho milagroso. Surgem de muita pesquisa, às vezes através de várias gerações de cientistas.

Porque se for seguir por essa lógica ao extremo, qualquer trabalho que não seja direto pela educação/saúde/caridade seria inútil. Você é cartunista, músico, ou esportista? Por que não está neste momento numa expedição na selva para atender comunidades carentes?

Aliás, como você faria essa expedição se não existissem os biólogos, químicos, médicos, físicos, matemáticos, geógrafos, cartógrafos que criaram os remédios, os tratamentos, os meios de transporte, de comunicação, GPS, mapas, etc.?

[Qualquer coisa preconceituosa ou discriminante finalizada com…] afinal, existem regras [ou] afinal, não seria apropriado [ou] afinal, existem leis.

“Existem regras” não é explicação suficiente. “Existem leis” também não. “Não é apropriado”, por si só não significa nada e também precisa ser complementado com um motivo. As regras e leis foram criadas por pessoas, com algum objetivo. E é esse objetivo que procuramos. E se o objetivo das pessoas que criaram as leis não for mais válido? E se nunca tiver sido válido? Já existiram leis absurdas até pouco tempo atrás: http://blog.goodstuff.im/embracing_illegal

[During my lifetime] It was illegal in certain states for married couples, for anyone, to use birth control. [Durante minha vida] Era ilegal em certos estados (dos Estados Unidos) para casais casados, para qualquer um, usar controle de natalidade.

During my lifetime, it was illegal for whites to marry blacks. Durante a minha vida, era ilegal brancos se casarem com negros.

During my lifetime, it was illegal to engage in oral sex and gay sex. Durante a minha vida era ilegal praticar sexo oral e sexo homossexual.

E isso não são coisas de um passado distante, são leis que foram abolidas muito recentemente (ver o artigo original para detalhes).

Então, se você argumenta que “existem regras” para justificar que não ocorra um certo casamento que não lhe agrada (nem vou colocar link para o caso real para me poupar e poupar os leitores), ou “não é apropriado” para proibir esse ou aquele tipo de roupa ou de casamento, você é um babaca, um burro, ou os dois. Entenda o real motivo das coisas, e talvez você descubra que às vezes o motivo nem existe…

Perigosa manifestação do populismo

Encontrei outro artigo digno de ser comentado sobre reforma ortográfica. A parte boa: colocaram duas opiniões antagônicas lado-a-lado. A parte ruim: eu ainda acho que a opinião contrarária à simplificação é agressiva, rebuscada e com falta de conteúdo. Mas talvez seja apenas um tipo de dissonância cognitiva minha, então vou tentar resumir e analisar o artigo da esquerda na imagem abaixo (com o título de “Discriminação disfarçada” e com a frase em destaque “a deterioração da norma culta é perigosa manifestação de populismo na linguagem escrita”).

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Resumo e comentários meus:

  • O artigo diz: o que realmente importa é a a estrutura do ensino.
    • Correto.
    • Isso não invalida os benefícios de uma simplificação da ortografia.
    • Por que não ambos? Ensino básico eficiente e ortografia eficiente juntos!
  • O artigo diz: simplificação ortográfica é solução imediatista e populista, as soluções reais são mais complexas.
    • A posição contrária à simplificação será compensada com ações concretas para a melhoria da educação?
    • Sabe-se quais são as soluções mais complexas para que devem ser usadas no lugar da solução imediatista?
    • Suponha que uma grande melhoria na base da educação seja um enorme banquete, com algumas regras de etiqueta meio supérfluas. A simplificação da ortografia é um abacaxi descascado a facão. Já se percebeu que está difícil de organizar o banquete. Você escreveria um artigo em oposição ao abacaxi por ser a deterioração da norma culta?
    • E se o banquete não puder ficar pronto logo, que tal um abacaxizinho?
  • O artigo diz: a simplificação parte do princípio que as pessoas não têm condições de se educar e alcançar novo patamar cultural.
    • Bobagem.
    • Todos se beneficiam de regras mais simples.
    • Bem… Os únicos que não se beneficiam são aqueles que já decoraram um monte de coisas e não querem perder seu elevado patamar cultural.
    • Decorar grafias ilógicas não deveria ser motivo de orgulho pra ninguém. Não falo nem de entender regras lógicas, porque isso é bom. Falo das partes ilógicas mesmo.
    • Do mesmo jeito que não é motivo de orgulho saber regras de etiqueta de mil-oitocentos-e-só-tomo-banho-uma-vez-na-vida.
  • O artigo diz: objetivos nobres, mas que, na prática, se revelam nocivos.
    • Nocivo? Sério?
    • Dá para entender que reforma ortográfica não faz milagre, mas nocivo por quê?
    • Ah sim, acham que é discriminação. Já disse logo acima que discordo e expliquei por quê (se não quiser voltar ou se tiver déficit de atenção: todos se beneficiam com regras simples).
  • O artigo diz: deterioração, perigosa, nocivos, populismo…
    • Ah, pára.
    • Nociva foi a queda do acento do “pára” na mais recente reforma ortográfica!
    • Nocivo é achar que adicionando complexidades artificiais, teremos um patamar cultural mais alto.

Para finalizar e novamente deixar claro: não sou necessariamente a favor de mais uma reforma. Até porque existem infinitas combinações de propostas, e algumas podem ser muito boas e outras muito ruins, então taxar todas com o mesmo rótulo seria um erro primário. Uma poderia virar a escrita de ponta-cabeça (literal ou figurativamente) e outra pode apenas querer consertar as bobagens que fizeram com o “pára”, alguns casos do hífen, e (a minha reclamação favorita), a ambigüidade gerada pela remoção do trema.

Pergunte para um observador isento (um alienígena, por exemplo) o que ele acha de escrever igual as sílabas /ke/ e /kwe/. A resposta seria: “Por que alguém faria essa idiotice? Vão escrever «laranja» e «goiaba» iguais também?”

Folia ortográfica

Noticiaram recentemente uma proposta de proposta de nova reforma ortográfica. Em seguida vieram as reações apaixonadas à ortografia atual (seja a pré- ou pós-2009, mas provavelmente pré-), para que não mude, como se a ortografia fosse algo divino, imutável, vinda direto de sábios latinos e gregos.

O que é lamentável nessas discussões é quando os argumentos técnicos ficam de fora para dar lugar a reações do tipo:

  • Heresia! Como ousam modificar a sagrada ortografia vinda direto do latim?
    • Na verdade a ortografia do português já mudou tantas vezes nos últimos 150 anos (aproximadamente umas 4 vezes, dependendo se contar Portugal e Brasil juntos ou separados) que atualmente não dá para entender por que algumas palavras seguem a etimologia e outras não. Então eu poderia até argumentar que nesse ritmo estamos com o pior dos dois mundos: não é possível absorver totalmente a etimologia das palavras pela escrita, nem é possível saber a escrita correta pela pronúncia.
    • Se uma regra não resiste a uma contestação, talvez a regra não devesse existir mesmo. Já evoluímos o suficiente para raciocinarmos e evitarmos dogmas, certo?
  • A proposta veio de um zé-ninguém que não tem autoridade nem títulos suficientes.
    • Ad hominem. Muitas vezes as pessoas usam a expressão ad hominem quando alguém recorre a xingamentos, mas é perfeitamente possível ofender alguém e manter um argumento coerente. Este caso aqui é a forma mais verdadeira de ad hominem: tentar desqualificar o argumento desqualificando a pessoa. Mesmo se usar boa educação e desqualificar a pessoa é um ad hominem, mesmo se usar grosserias e atacar a argumentação, não é ad hominem.
  • Ridicularização em geral
    • Até artigos de pessoas que parecem muito competentes abusam do ridículo como tentativa de ganhar a simpatia do leitor. É claro que a primeira reação ao ver um testo eskrito de um jeito eskizito é de estranhamento e repulsa, então se aproveitam disso para escrever um artigo bem humorado, simpático para quem já tem a mesma opinião, e ao mesmo tempo vazio de argumentos reais.
  • É impossível ter uma ortografia 100% fonética, então é melhor nem tentar
    • Fora o óbvio precipício que existe entre “impossível ser perfeito” e “não ouse tentar”, o outro problema é a alteração do argumento “inimigo” para ficar mais fácil de refutá-lo. Isso é conhecido como espantalho ou strawman. O argumento da reforma ortográfica não é atingir uma ortografia 100% fonética, então atacar esse argumento é burrice ou desonestidade intelectual.
    • É ainda mais impossível ter uma ortografia 100% etimológica. Escreveríamos c com som de i em nocte. Ou estaríamos escrevendo no próprio latim, distanciando ainda mais os “letrados” do “povão” que não pode aprender latim.
    • Agora, se você acha que é bom distanciar os letrados do povão através de dificuldades impostas artificialmente, eu desprezo você (cê é feio, bobo e chato!)
  • É a vitória dos burros, agora eles vão saber mais do que nós, os inteligentes!
    • Se você fosse inteligente, não teria problemas em aprender a nova ortografia, criatura.
    • Os burros sempre nos surpreendem, fiquem tranqüilos, vocês ainda poderão se sentir inteligentes.

No fim, praticamente o único argumento que sobra para não modificar a ortografia é a etimologia. O meu problema é, como eu disse de passagem acima, podemos não atingir nenhuma das metas ao tentar atingir todas:

  • Não é tão fácil ler textos de 1800 ou 1700, por causa das mudanças que já ocorreram. Monumentos e documentos são vistos por aí com grafias que hoje seriam consideradas erradíssimas.
  • Não é tão fácil saber como se escreve uma palavra, pois a ortografia está distante da pronúncia.
  • Quem quiser saber a etimologia vai ter que estudá-la de qualquer forma. Os penduricalhos mantidos nas palavras (ex.: Hs mudos) são pouco relevantes para essa tarefa. Então que simplifiquem a ortografia e com o tempo economizado adicionem horas-aula de etimologia, ué (ou melhor ainda, de interpretação de texto e redação).
  • Mesmo sabendo etimologia, a grafia baseada nela acaba sendo inconsistente. Algumas palavras foram reformadas e outras não. Alguns Hs caíram e outros não. Em português se escreve “licença”, em inglês é “license” (embora exista também a variante “licence”). Em português é “estende”, em inglês é “extends”. Mas em português se escreve “extensão”. Quando a falta de lógica se torna o correto, temos um verdadeiro problema! Entre inglês e francês (duas línguas que prezam mais a etimologia do que a lógica) existem vários casos de incoerências, por exemplo, rhythmrythme. Enquanto isso, felizmente, o português preza a lógica e usa ritmo mesmo. Alguém morre por escrevermos da forma mais simples?
  • Etimologia de quando? A mais antiga possível? Do “período clássico”? Não! Isso seria muito diferente do que falamos hoje… Quem sabe um meio-termo? Mas de quando? Se voltarmos apenas uns 300 (± 100) anos já chegamos numa época em que o J era uma invenção supermoderna e não havia ainda diferenciação entre U e V! E o que dizer o H, que é mudo há mais tempo que isso, por que continua?
  • Línguas fazem reformas ortográficas e as catástrofes anunciadas não parecem ser tão grandes assim. Qual o problema de ora, uomo em italiano fora a subjetividade do gosto pessoal de cada um? Além disso, em português temos horaora com a mesma etimologia e uma diferença artificial posta por cima (hora para o relógio enquanto ora é mais usada em expressões como “ora isso, ora aquilo” ou “por ora”…)
  • E finalmente, vamos admitir, as letras foram, sim, criadas para representar os sons. Se não fosse por isso, estaríamos escrevendo com desenhos. Alguma falta de correspondência entre os sons da fala e as letras da escrita é inevitável ao longo da história, mas não é o objetivo a ser perseguido. Não vamos inverter as prioridades, por favor.

Quer dizer que eu sou a favor de mais uma reforma ortográfica? Bem… Mais ou menos. Ainda acho que existem bons motivos para manter a ortografia como está (ou como estava antes de 2009):

  • A etimologia. Sim eu me importo com ela, apesar dos problemas. Mas ela deve ser um critério de desempate, não o critério principal. Como existem pessoas que falam “mezmo”, “meizmo” e “meijmo”, é justo manter a escrita como “mesmo”: cada um lê com seu sotaque (e às vezes nem percebemos que esse s em fim de sílaba pode ter tantos sons diferentes). Não é o caso de “ge” e “je”, pois nunca ouvi falar de alguma região onde a população consistentemente pronuncie essas sílabas de maneira diferente.
  • A estabilidade. Não é para a ortografia ser brinquedo de “imortais” da ABL (que morrem bem seguido, aliás), pois as outras pessoas precisam usá-la como ferramenta para suas tarefas do cotidiano. E mesmo assim ela tem mudado a cada 30 ou 40 anos no último século… Reimprimindo livros, provendo treinamentos, e esquecendo como era antes.
  • Apesar de tudo, nossa ortografia não é tão ruim como a do inglês ou francês.

Links diversos:

• http://www.inf.ufrgs.br/~vbuaraujo/blog/?entry=20140820-orthographica

• http://www.inf.ufrgs.br/~vbuaraujo/blog/?entry=20140823-orthographica-2

• Apontamentos sobre a ortografia do português, passando por fases simples e fases pseudo-etimológicas e pretensiosas: http://esjmlima.prof2000.pt/hist_evol_lingua/R_GRU-J.HTML

• http://www.acordarmelhor.com.br

• Etimologia de quando? http://simplificandoaortografia.com.br/index.php/o-mito-e-o-dogma-da-etimologia/

• http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2014/09/04/nova-folia-ortografica/

• Simpósio internacional linguístico-ortográfico da língua portuguesa — http://www.albdf.com/

• Opinião: é preciso reformar melhorar e simplificar a reforma ortográfica — http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/09/1515816-opiniao-e-preciso-reformar-melhorar-e-simplificar-a-reforma-ortografica.shtml

CSS

Depois de um tempo sempre caindo em sites com explicações ruins sobre CSS e sempre esquecendo tudo minutos depois (explicações ruins não se fixam na minha memória), encontrei um ou dois sites quases bons (perdi os links, mas um deles deve ser este: http://css-tricks.com/almanac/
properties/d/display/
) e decidi colecionar minhas próprias explicações, para não precisar mais me contentar com explicações mais ou menos dali em diante.

O resumo abaixo não passou por um controle de qualidade completo™ (isto é, algumas coisas eu testei e outras não), mas deve ser razoavelmente útil, nem que seja para mim mesmo. Foquei este tira-dúvidas em 3 propriedades: display, position, e white-space.

display:

block

  1. Sempre começa numa nova linha.
  2. Dá pra manipular height, line-height e as margens top e bottom.
  3. A largura (width) default é 100% da largura da página, mas dá pra especificar outro valor.

Exemplos em que é o default: <div>, <p>, <h1>, <form>, <ul>, <ol>

inline

  1. Começa na mesma linha.
  2. Não dá pra manipular height, line-height nem as margens top e bottom, essas propriedades serão ignoradas (ver inline-block abaixo para a solução).
  3. A largura (width) é o tamanho do texto ou imagem contida no elemento e não é possível mudar.

Exemplos em que é o default: <span>, <a>, <label>, <strong>, <em>, <b>, <i>.

inline-block

  1. Começam na mesma linha
  2. É possível manipular height, width, etc.

Exemplos em que é o default: <button>, <select>. Há algumas divergências quanto a <img>, <input>, <textarea>, se eles devem ser inline-block ou apenas inline por default. Ver: http://stackoverflow.com/questions/21614938/html-element-which-defaults-to-displayinline-block

position:

static

É o default.

  1. A posição depende do fluxo normal dos elementos da página: seguindo a ordem de leitura de texto, com elementos block começando novas linhas, etc.
  2. Posicionamento com CSS com top, left, right, e bottom será ignorado.
  3. A única situação onde seria necessário usar position: static seria para remover outro posicionamento que foi adicionado em outro lugar. Isso ocorre raramente.

absolute

  1. Removido do fluxo normal da página. Não afeta a posição dos outros elementos e não é afetado por eles.
  2. Posicionado nas coordenadas especificadas (por exemplo, com top e left).
  3. As coordenadas usadas no posicionamento são a posição absoluta dentro do elemento contêiner.
  4. O elemento contêiner pode ser a página como um todo ou o primeiro elemento circundante que especifique  position: relative.

relative

  1. Aceita ser posicionado com top, left, etc.
  2. As coordenadas usadas no posicionamento são relativas à posição onde o elemento estaria no fluxo normal da página. Ou seja, é possível fazer coisas como: posição_normal + 10, posição_normal – 5, etc. apenas especificando relative e 10px, -5px, etc.
  3. Usar position: relative e não setar uma posição não vai alterar a localização do elemento, mas vai permitir duas coisas:
    1. usar z-index
    2. servir como elemento contêiner de elementos com position: absolute.

fixed

  1. Semelhante ao absolute.
  2. Não se move quando é usada a barra de rolagem.

white-space:

normal

  1. Seqüências de espaços viram um espaço só.
  2. Quebras de linha só quando necessário (quando o texto atinge a margem), mesmo que o fonte tenha suas próprias quebras.
  3. Quebras de linha nos <br>
  4. É o default.

nowrap

  1. Seqüências de espaços viram um espaço só.
  2. Não adiciona quebras de linha mesmo que necessário (gera linhas mais longas que a tela).
  3. Quebras de linha nos <br>.

pre

  1. Seqüências de espaços são preservadas.
  2. Não adiciona quebras quando necessário.
  3. Quebras de linha onde existirem no fonte.
  4. Quebras de linha nos <br>.
  5. Age como a tag <pre>.

pre-line

  1. Seqüências de espaços viram um espaço só.
  2. Quebras de linha quando necessário.
  3. Quebras de linha onde existirem no fonte
  4. Quebras de linha nos <br>.

pre-wrap

  1. Seqüências de espaços são preservadas.
  2. Quebras de linha quando necessário.
  3. Quebras de linha onde existirem no fonte.
  4. Quebras de linha nos <br>.

(aliás, o CSS fez aniversário de 20 anos recentemente)